sexta-feira, 4 de julho de 2008

já?

Me mandaram esse texto para ler, como não quero perde-lo, guarda-lo-ei...



Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.Já tive crises de riso quando não podia.Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:- E daí? EU ADORO VOAR!
"Cada escolha carrega consigo uma responsabilidade. Se escolho ir a algum lugar, falar alguma coisa ou escrever, tenho que ter consciência de que qualquer conseqüência desses atos terá sido resultado de minha própria escolha. E cada escolha ao ser posta em ação provoca mudanças no mundo que não podem ser desfeitas. Não posso atribuir a responsabilidade por estes atos a nenhuma força externa, ao destino ou a Deus. Em cada momento, diante de cada escolha que faço, torno-me responsável não só por mim, mas por toda humanidade."

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Elis

"A gente sempre gosta de verdade, eu sempre gostei de verdade, mesmo no começo quando tudo era novo, eu era bobo. A gente diz que gosta e pronto. Mas a gente quer a pessoa pra gente, quer beijo, quer abraço, quer a pessoa nossa legalmente. Ter legalmente. E quando não precisa de nada disso? Quando só basta estar perto, ver um sorriso, sentir a pessoa respirando, falando, rindo, tão perto... E quando é assim? É mais que gostar? Sentir isso é estranho. A gente não tem garantia nenhuma de sentimento, de momento, a gente não sabe nem o que fazer com nós mesmos.
"E agora? Não consigo mais me apaixonar por ninguém, na minha cabeça é só você". Parece que a pessoa entra na tua vida de uma maneira tão inexata, que não consegues traçar o caminho pra apagar os rastros que ela deixou. Ela entra, bagunça as coisas, joga o jeans no sofá, tira as coisas do lugar, e tudo fica muito cômodo pra ti. Um cômodo incômodo. Queres arrumar, mas é tão familiar daquele jeito, deixa tudo tão mais confortável...
"Não reclame, meu filho, poderia ser pior". Não tô reclamando, aliás eu tô... De onde saiu tudo isso? Desde quando não se pode arrumar a própria vida e expulsar o intruso? Onde já se viu? Tenho que aprender a me organizar mais, a tornar a entrada aqui nesse meu cantinho mais cruel. É...eu tenho que ser mais cruel. Mas, peraí... cruel o que? Todo mundo sabe que pareço manteiga, qualquer umazinha me deixa assim. Mentira, não é. Só tô querendo justificar o porquê, o porquê desta última indivídua que deixou tudo tão fora de lugar, e de um jeito tão magnífico que eu não me importo com a bagunça. Preciso definitivamente chamar alguém pra arrumar isso aqui. Vou ligar praquela Outra garota, ela sim sabe como arrumar. Não, a Outra não. Não existe Outra, eu sei que na minha cabeça só dá a dona desse jeans. Eu quero rasgá-lo, na verdade eu poderia estraçalhá-lo, mas poderia também deixá-lo aí e até dormir agarrado com ele quando a falta dela fosse forte a tal ponto.
Maldita. Maldita porta desse meu canto inútil! Eu não consigo nem me esconder no meu canto, não consigo arrumar, qualquer uma entra aqui e pinta a casa do jeito que quiser. Vou deixar isso mais seguro, quem sabe não compro um alarme daqueles, daqueles que apitam quando entra alguém estranho. Mas... eu nunca ligo pros alarmes. Na verdade, eu ignoro completamente.
Faz tanto tempo que não a vejo, acho que ela daria uns bons palpites pra nova decoração do meu quarto, daqueles toques que só ela dá. Eu deixo tanto, eu quero tanto. Eu quero nem que seja só pra olhar ela bagunçar tudo. É isso... no fundo eu adoro que ela bagunce. Ela não pode vir morar aqui, então eu deixo que ela só bagunce, fazendo de conta, brincando de arrumar a casa, de bagunçar como se fosse nossa, como se morássemos juntos aqui. Uma brincadeira, uma piada. Fazendo de conta que esse mundo é de nós dois. Sem Outra, sem Outro. Cruel, muito cruel..."

terça-feira, 10 de junho de 2008

Do jeito que você queria

vontade de ficar sozinha só pra saber se você ia ou vinha quando deixou esse bagaço no meu peito pedaço estreito defeito na mercadoria do jeito que você queria
Hoje acordei com a impressão de que tudo o que eu quero está tão perto, mas assim mesmo eu deixo tão longe...Não consigo entender meus pensamentos, não consigo entender meus porquês, e mesmo assim ainda fico triste porque ninguém me entende.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eu morri

eu morri, e você nem sabe
meus pedaços estão espalhados pela calçada, bem em frente ao portão de sua casa
mas, você não saberá meu nome (nunca lhe falei, nem um bom dia, quanto mais o meu nome...) nem meus motivos
eu morri e você nem sabe das horas sem respirar nem nunca saberá pois eu morri e você nem sabe
EDSON BUENO DE CAMARGO
Você não sabe nada...não se importa em saber nada, não se importa nem em deixar eu saber alguma coisa.Isso me dói.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Andei pensando...Estou a cada dia mais rabugenta, mais intolerante com as pessoas ao meu redor, não estou com paciência pra nada nem pra ninguém...Salvo para algumas pouquissímas pessoas.

Acontece, que tenho desconfiado demais, não tenho paz...é horrível isso.Dizem por aí que quem desconfia demais, é porque não confia em si, não se acha capaz de ser amado e de merecer pessoas ao seu redor.É...sou a prova de que é verdade...
Alguém iria gostar de mim pra quê?Por que?
Não tem sentido...Acredito que admitir que eu não sou nada, não sirvo pra nada...Também não é nada...apenas uma tentativa ridícula de mostrar que esse nada significa alguma coisa para alguém.Mas não...Sempre soube que não.